domingo, 4 de fevereiro de 2018

Juntas Soltas: Titans Return Fortress Maximus, ou: o maior transformer

Titans Return passou e, apesar do gimmick amplo de "titan masters", faltou BEEF na linha. Para algo chamado TITANS return e que reintroduziu formas de base, faltaram figuras que gritassem "Titã"... Mas o pouco que a linha teve nesse sentido fez valer.

Foram duas figuras classe titã na linha e um punhado de líderes que geravam uma impressão de serem Big McLarge Huge. Do segundo titã - Trypticon - não posso falar, mas do primeiro, Fortress Maximus, vos falo hoje.

Reaproveitando engenharia da primeira figura da categoria, Metroplex, de 2013, Fort Max retomou com tudo seu posto como o maior transformer da história. Com espantosos 62 cm e quatro quilos, Fort Max é um gigante diante de todo o resto da linha Titans Return, fazendo até mesmo colossos como o Devastator de Combiner Wars e o Unicron de Armada parecerem pequenos.

Como seu antecessor Metroplex e sua versão original em 1987, Fortress Maximus tem o grosso de sua decoração feita por adesivos - uma quantidade exorbitante de adesivos. Alguns dos quais eu colei torto, então peço desculpas pelas linhas tortas. E assim como Metroplex, ele vem com um braço solto dentro da caixa, para caber, exigindo que ele seja colocado manualmente.



TITAN MASTER




Comecemos de baixo para cima com o Titan Master do Fortress Maximus, sua forma menor, o pequeno Emissary. Como todo Titan Master, ele é uma figura pequena e pouco articulada, embora conte com mais detalhes e mais tinta do que muitos de seus pares.


A articulação se resume aos ombros, a cabeça e as pernas (fundidas).

CEREBROS



Emissary vira a cabeça do robô Cerebros, um dos mais "genéricos" porém simpáticos designs da história da franquia, e a aura de "robô de fundo" só aumenta com a escolha pelo design de cabeça de The Return ao invés da cabeça do boneco (que era uma versão menor da cabeça do Fort Max). O rapazote é grande, entre o tamanho de um Deluxe e um Voyager.


Para um acessório e uma caixa de som glorificados, Emissary tem articulações de sobra: juntas universais nos quadris e ombros, rotação nas coxas, dobra nos joelhos e ball joints nos cotovelos e no pescoço. Pressionar sua cabeça ativa sons de disparo e o nome Cerebros.


Cerebros tem uma arma, um canhão duplo que, como quase toda arma de Titans Return, conta com um assento para um Titan Master.

 Como todo Titan Master - e seus ancestrais, Headmasters - Cerebros tem um rosto de ponta cabeça em suas costas. Diferente dos outros Titan Masters, ele tem como cobrir sua cabeça traseira - e cobrí-la é parte essencial do seu gimmick eletrônico, alternado os sons produzidos ao apertar o botão.


A falta de uma Master Sword oficial não me impede de improvisar...

ESPAÇONAVE



Assim sua versão original, a forma de veículo do Fort Max é... peculiar. Muito mais um robô deitado do que uma nave de fato, sua forma de "nave espacial" ou "fortaleza móvel" remete um bocado à naves de animes dos anos 80 como a White Base...e  não faz o menor esforço para esconder nada de sua forma de robô. O veículo conta com rodas na base e em baixo do que serão as pernas.



A parte traseira conta com mãos mal disfarçadas, duas pistas de pouso e algum tipo de... garagem? Hangar? As pistas são muito bem decoradas com adesivos prateados indicando a direção em que elas seguem.


A espaçonave bruce conta com um vasto arsenal: são duas baterias de metralhadoras na parte traseira...


Dois pares de "morteiros guiados a laser" no convés...


Duas torres de metralhadora em cada pontão da proa...



uma bagaça estranha pendurada do lado e vários canhões moldados na torre de comando...


Além das armas esculpidas ao longo do veículo, Fort Max conta com 25 ports de 5mm para encaixar mais armas.



Nessa forma, Cerebros serve como a ponte de comando para a nave inteira enquanto Emissary busca algum lugar para ficar. O ponto de encaixe ativa novos sons no super titan master - entre eles, sons de sensores, disparos e barulhos de motor, além das palavras "Autobot", "Decepticon" e "Emissary". 

FORTALEZA



Da velha forma de cidade, restou pouco, optando por... isso. Além de abrir um painel no convés e retirar Cerebros, a única coisa que muda é abrir as pernas para os lados e revelar algumas rampas de conexão com o resto da linha. 


Há lugar de sobra para que figuras menores interajam com o gigante, quer adicionando suas armas, interagindo com as rampas, caminhando pela forma de base...


Ele também da uma ótima base para minifiguras de Lego ou de Megablocks.


O painel transparente revela um canhão duplo - o mesmo usado como arma por Cerebros - e uma pequena sala de controle. O canhão tem espaço para um Titan Master.


As pistas de pouso tem o tamanho perfeito para os mini-veículos inclusos com os Titan Masters individuais.


Aqui, mais duas armas acabam por ser reveladas: um par de canhões ou exaustores moldados em prata e um par de canhões em vermelho, as menos impressionantes armas esculpidas na figura - e que não tem propósito em outras formas.


Com um pouco de criatividade e paciência dá para pensar em vários outros city modes para a figura... Vários gimmicks foram perdidos aqui: o elevador centra, as celas de prisão e o "heliporto" da figura original não estão representados, assim como as armas se passando por antenas.

FORTRESS MAXIMUS!




E agora chegamos ao evento principal... com 62 cm de altura, Fort Max retoma seu posto como O MAIOR TRANSFORMER JÁ LANÇADO. Embora não disfarce suas origens como um retool do Metroplex de Generations, há muito pouco nele que venha diretamente do velho city-bot: reaproveitadas foram as mãos, as coxas, a cintura (virada ao contrário) e os antebraços. Todo o resto é novo. 



A cabeça é uma das mais detalhadas em eras e é uma pena que os olhos não tenham sido feitos em vermelho. O gimmick eletrônico agora é ativado pelo botão no peito, e o posicionamento da placa que antes cobria o rosto ativa novos sons de disparos, de ativação e o grito "Fortress Maximus".


A forma de robô revela ainda mais armas esculpidas: uma torre anti-aérea e um trio de canhões em cada ombro...



e um par de pequenos lasers nas costas de cada mão, além dos canhões de cintura - agora muito menores, reduzidos a um detalhe texturizado - e mais um par de ports de 5 mm.


E as pernas continuam com os canhões de proa da forma de veículo, obviamente.


As articulações são excelentes: ratchets nos joelhos, nos quadris, na rotação da coxa, na cintura, nos ombros e nos cotovelos, com rotações nos pulsos, bíceps e pescoço, além de movimento individual em cada dedo.


O peso e o tamanho considerável das pernas ajuda a manter o equilíbrio do colosso.


Infelizmente, ele perdeu algumas das armas que tinha antes: nada do canhão duplo, nada do rifle desnecessariamente grande, e nada de Master Sword (salvo na versão japonesa, ou na da Comic Con).



As mãos articuladas dão uma rara expressividade para um boneco assim grande.



Os dedos contam com canhões na ponta de cada um deles, como se ele já não tivesse armas o bastante.




Atirar das canelas é um tanto estranho, e Fort Max tem como resolver isso: os canhões estão presos em um pino cogumelo e podem ser facilmente retirados, contando com um cabo desdobrável para serem encaixados nos ombros...


Ou segurados como um par de pistolas. Que, infelizmente, fazem ele parecer menos ameaçador.


A atenção aos detalhes com adesivos não se limitou ao óbvio, e Fort Max é um dos poucos bonecos a ter detalhes nas costas - no caso, o que presumo serem propulsores.

Considerações finais



Fortress Maximus recuperou com tudo seu trono como O MAIOR TRANSFORMER EVER, mesmo não tendo tudo que o boneco original oferecia. Ainda assim, temos um boneco bonito, bem articulado, IMENSO e imponente...



Um legítimo colosso cybertroniano. Embora ainda preferia ter o Metroplex.


"Nunca fale comigo ou com meu filho novamente"

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