quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Baú de Brinquedos: My Little Pony G2, G3 e G3.5

Muito antes de Friendship is Magic, houve isso...
Faz algum tempo, eu falei de uma das mais amadas e odiadas linhas de brinquedos dos anos 80: My Little Pony (no Brasil, Meu Querido Pônei), lançada pela Hasbro entre 1982 e 1993. No texto, comentei brevemente sobre as gerações posteriores da linha, culminando no mega-hit My Little Pony: Friendship is Magic. Antes que possa tratar do imenso sucesso de Lauren Faust, lançado em 2009, temos que discutir como a franquia chegou onde está - e para isso, temos que tratar de sua longa degeneração, que começa com a série de TV My Little Pony Tales, em 1992 e a primeira reestruturação geral da linha, vulgo a geração "1,5" e culmina em New Born Cuties, a terrível série de animação em Flash que promovia a breve "geração 3.5" de equinos grotescamente deformados.

Não há muito a ser dito sobre cada uma dessas fases da linha, então podemos tranquilamente cobrir vinte anos de My Little Pony em um único artigo - ao contrário dos seus irmãos transformáveis ou seus irmãos nas forças armas, pouca coisa realmente mudou na linha depois do fim de My Little Pony & Friends,

domingo, 16 de outubro de 2016

Juntas Soltas: Generations Orion Pax

Como os fãs bem devem saber, Optimus Prime nem sempre foi Optimus Prime. Antes de ser o comandante supremo dos Autobots e o Capitão América Robótico que tantos amam, Prime teve dias mais humildes. Dependendo da continuidade, o futuro messias mecânico iniciou seus dias como um estivador (Sunbow), um arquivista (Dreamwave, que usou outro nome para sua forma original) ou um policial (IDW) chamado Orion Pax*, que foi morto por/previu o perigo de/inspirado pelos ideias de Megatron, descadeando os eventos que o levaram a ser quem hoje é. 

Enquanto sua forma "adulta" leva o prêmio como o personagem com mais bonecos em Transformers, sua forma civil só ganhou uma figura em 2005, como um exclusivo da loja online E-Hobby, usando o pior molde de todos os tempos, G1 Kup. Foi só em 2013, sob o selo Thrilling 30, que Pax teve uma figura de fato, com um molde feito e pensado para ele. Então, vamos dar uma olhada?.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Juntas Soltas: RoTF Dirt Boss

A linha de Revenge of the Fallen tinha uma quantidade interminável de excelentes figuras de ilustres desconhecidos. Não atadas aos designs dos filmes, os bonecos "exclusivos" da toyline demonstravam muito bem o que dava para fazer com o orçamento da linha, e Dirt Boss, com o mais raro dos alt-modes (uma empilhadeira!) não é exceção. Pequenos, baratos e muito bem pensados, os Scouts da linha do segundo filme estão entre as melhores partes dos 32 anos da franquia, condensando um bom design, boas articulações e ideias pouco vistas em um pacote pequeno e barato - como o soturno Decepticon pode demonstrar.


E se você não gostar dele, ele vai te matar... na forma de uma empilhadeira.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Juntas Soltas: Generations Ultra Magnus

Certos personagens parecem ter uma sina cruel na vida, de nunca terem seus moldes próprios, sempre existindo à sombra de algum personagem mais famoso. E poucos exemplificam esse triste destino tão bem quanto Ultra Magnus, desde 1986 existindo quase que inevitavelmente como um repaint branco (ou azul) do Optimus Prime, um Optimus de armadura, outro líder cybertroniano pintado de azul, ou um Optimus levemente remodelado. 

Mesmo quando o Preservador do Acordo de Tyrest teve um molde próprio, em Robots in Disguise e Micron Legend, esse era pouco mais que um acessório glorificado para seus respectivos Optimii - e o de Micron Legend ainda por cima deixou de ser um Magnus ao ser lançado no ocidente (mas voltou a ser ao ser repintado em Energon)! Animated e Prime viram Magnii com moldes próprios, mas um deles foi posto em coma perto do fim da série e o outro teve uma segunda leva de bonecos... como vários Optimus azuis e remodelados

A vida não foi fácil para o sisudo e mau humorado "Comandante Urbano" dos Autobots. O tempo lhe faltou tanto que só com Combiner Wars ele teve a chance de realmente brilhar em um molde feito PARA ELE e não para outra pessoa e depois reusado para ele, nem pensado como um acessório para seu parente mais famoso. E mais: um molde que simultaneamente se atinha ao visual de Geração 1 enquanto abandonava de vez a noção de um Optimus branco. Bora dar uma olhada no resultado? 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Juntas Soltas: Animated Voyager Bulkhead

Ah, Animated. Apenas uma série de Transformers encarou uma rejeição mais intensa ao ser anunciada do que a excelente série de 2007, odiada antes mesmo de começar por sua divergência radical de todos os padrões estéticos anteriores. Muito mais cartunesca que qualquer série anterior, na época ninguém pôs muita fé que os bonecos pudessem ser bons - afinal, era "óbvio" que o desenho trapaceava em suas transformações, e que não havia como chegar aqueles visuais "distorcidos" sem trapaças, não é?

Bem, quando Animated chegou ao seu fim em 2009, todo mundo quebrou a cara: não apenas a série havia ao seu fim entrado para o rol das melhores partes da franquia (junto com Beast Wars, a outra série odiada de antemão, enquanto Armada, celebrada como um "retorno às raízes", hoje figura entre as PIORES partes da franquia), mas seus brinquedos se demonstraram alguns dos mais fiéis e belos produtos nos 32 anos de Transformers. Somente Cybertron tinha níveis comparáveis de fidelidade entre animação e produto.

E quem melhor para demonstrar isso que o gorducho Bulkhead, um dos personagens completamente novos da série? O nome tinha sido usado antes em Energon para um estranho misto de Springer com Mestre Kame, mas o nome foi imediatamente associado ao gentil e meio aparvalhado gigante gorducho de Animated, gerando homenagens em Prime e uma homenagem mista em Age of Extinction (na forma de Hound, uma mistura de Bulkhead, Kup e, bem, Hound). Vamos ao plástico!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Baú de Brinquedos: SKELETON WARRIORS

Tem certas linhas de brinquedos que afundam não por serem ruins ou por passarem do seu tempo, mas por terem algum elemento muito mal pensado - tal qual havia sido o caso dos Visionários em 1986. Nove anos mais tarde, a Playmates, que havia redefinido os padrões do mercado americano de brinquedos com sua imensamente bem sucedida linha de Teenage Mutant Ninja Turtles, viu sua grande aposta para 1995 afundar por razões similares - de certa forma, as mesmas que mataram outra linha da concorrente Hasbro, os Inumanoides.


Criada por Gary Goddard, diretor de "obras primas" como o filme do He-Man, Mega Babies e Captain Power and the Soldiers of the Future, SKELETON WARRIORS era a pedra de salvação da empresa, perdendo presença no mercado com o esgotamento da fórmula de TMNT e o súbito sucesso de Mighty Morphin’ Power Rangers. As apostas anteriores da empresa haviam fracassado: Biker Mice from Mars encarava vendas decrescentes, enquanto Exo-Squad era cancelada após o cancelamento do desenho por questões de rede.



Goddard tinha uma proposta simples, inspirada pelas reações de seu afilhado enquanto ele lia um livro para o menino: a cada vez que um esqueleto era citado, o garoto gritava “Monstro, Monstro!”. Aproveitando da identificação imediata de esqueletos com “o mal”, Goddard propôs uma série animada e uma linha de brinquedos onde heróis enfrentassem vilões esqueléticos. Ao invés de propor a série diretamente para a CBS, Goddard tratou de organizar a produção do piloto e da linha de brinquedos diretamente antes de levar a proposta ao canal. O resultado era algo que pode ser descrito como “e se uma capa de metal fosse uma série animada” ou uma versão light de Warhammer 40k (outro responsável pela escassez mundial do mercado de caveiras). Houve também um quadrinho pela Marvel (como tudo à sua época).

Isso me lembra 40k ao ponto do herói ter aquela coisa idiota na
testa que um monte de gente em 40k tem.



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Juntas Soltas: Combiner Wars Defensor

Depois de uma pancadaria de textos sobre Combiners, é hora de finalmente encerrar a cobertura sobre os Protectobots com sua imensa forma combinada, Defensor (ou "Guardian" no Japão). Como parte da primeira leva de combiners no estilo Scramble City, o boneco original de Defensor sofria de todos os problemas daquele estilo de combinação, menos um: sua cabeça era integrada diretamente em Hot Spot, dispensando os facilmente perdíveis (e nem sempre funcionais) capacetes - o que faz dele o combiner menos fundamentalmente alterado na linha inteira. 

Não era só na cabeça que Defensor era diferente. Enquanto todos os outros combiners foram feitos para, bem, dar-lhe porrada, Defensor se voltava para a defesa e proteção da vida, apegado à humanidade a um nível que preocupava os outros autobots - e até mesmo aos seus componentes. Para sua infelicidade, suas proporções descomunais o impedem de interagir com nós sem nos fazer cagar um tijolo - salvo em forma de brinquedo, isso é.