quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Juntas Soltas: Generations Springer e Sandstorm

Hora de sair um pouco dos combiners e olhar um pouco para trás, para os lançamentos de 2013 e 2014 na linha Generations, e sua relação com o tão amado e tão odiado Transformers: The Movie, de 1986. Produzido para "dar fôlego" para a linha, o filme é lembrado primariamente por duas coisas: por matar quase todos os personagens velhos -e por introduzir uma quantidade enorme de personagens novos, dentre os quais se destacava o carismático Triple Changer Springer (então dublado por Neil Ross).

Springer fazia o misto entre um herói de ação e um "ladino amável" a lá Han Solo (uma das muitas coisas que aquele filme copiava de Star Wars). Como muitos dos personagens introduzidos no filme, Springer não teve muito sucesso transitando da animação para o plástico, e seu boneco original estava mais para um retângulo tosco que virava outros dois retângulos do que para um robô que virava um helicóptero e um carro.

Os anos se passaram, os velhos bonecos de G1 foram homenageados em Classics, Timelines, Universe e Generations, e o bom e velho Springer sofria de um pequeno problema: iteração após iteração, cada novo boneco seu contava com apenas um de seus dois modos alternativos. Ou era o carro, ou era o helicóptero - nunca os dois. Eis que em 2013, para a surpresa geral da fanbase, como parte da linha comemorativa dos 30 anos da franquia, temos um novo Springer... completo. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Baú de Brinquedos: a ascensão e queda da Popy

Poucos mercados são tão menosprezados e tão voláteis quanto o mercado de brinquedos. Embora hoje este setor seja quase totalmente controlado por poucas empresas (Mattel, Hasbro, Bandai e Fisher Price, primariamente), as coisas nem sempre foram assim; entre 1960 e 1980, empresas de brinquedos surgiam e desapareciam com a mesma facilidade que lançavam linhas. Empresas do ramo têxtil (como a Hasbro) viravam gigantes dos brinquedos, e na década de 70, uma pequena subsidiária de uma gigante dos brinquedos se tornou uma gigante, apenas para desaparecer na década seguinte. Falo é claro da Popy.

Embora seja lembrada por seus bonecos de alta qualidade,
a Popy surgiu fazendo brinquedos baratos e curiosidades,
como este Getter Robo de 1973. 
Fundada pela Bandai em 1971 para a fabricação de brinquedos voltados à farmácias, lojas de conveniência e lojas de desconto, a Popy começou suas atividades com linhas baratas de veículos e miniaturas. Vendidas na faixa dos 100 aos 600 ienes, os produtos da Popy ficavam de fora do grande mercado - as lojas de brinquedos e de departamentos. Ao invés disso, eram vistos em paradas de estrada, postos de gasolina e pontos turísticos.

O caráter “descartável” da Popy fazia dela uma âncora de segurança para a Bandai, e em 1972, a empresa serviu de “laboratório” para duas licenças nas quais a matriz não tinha muita confiança: Kamen Rider e Mazinger Z.

domingo, 24 de julho de 2016

Juntas Soltas: Combiner Wars Superion

Finalmente, hora de fechar os Aerialbots, com um bocado de atraso. Como muitos combiners de G1, Superion é um desastre psicológico. Mas onde seus pares são massas de neuroses e instabilidade, resultando dos conflitos de personalidade entre suas partes, Superion é diferente. Para contornar os conflitos de personalidade de suas partes, o super-guerreiro aéreo dos Autobots desliga todos os traços de personalidade de suas partes, restando apenas uma dedicação obsessiva à destruição do inimigo.
Superion foi um dos poucos combiners a mudar pouco ao longo dos anos. De um avião grande e quatro jatos, passou para um avião grande, dois jatos e dois a-10 em Energon e para 4 jatos, um helicóptero e um ônibus espacial em Universe (2003). Agora, em Combiner Wars, o titã aéreo passou a ser... um avião grande, três jatos e um helicóptero. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Gundam 00: o que uma série de robôs tem a nos falar sobre a guerra ao terror?

Os pilotos de 00: três grupos étnicos vitimados pelo terror.
Séries de robôs gigantes tem abordado uma gama diversa de gêneros desde que surgiram com Tetsujin-28 Go, em 1956. Já falei antes de como foram influenciadas pela literatura Graustarkiana, das ligações do gênero com o horror, e de sua forte conexão com literatura de guerra. Mas uma obra específica pode ter muito as nos dizer sobre um dilema contemporâneo: o terrorismo.  Falo de Mobile Suit Gundam 00, a 11ª série de TV da gigantesca franquia Gundam

Gundam sempre teve um elenco diverso, e 00 (apesar de todos os seus problemas em sua segunda temporada, que não tem a ver com representatividade, mas com coesão narrativa) não é exceção. Entre seus quatro personagens principais, temos dois dos grupos étnicos menos vistos em qualquer mídia: o curdo Soran Ebrahim (vulgo, Setsuna F. Seiei, um nome falso tão obviamente falso que viola várias regras de nomenclatura japonesa) e o cazaque Allelujah Haptism (outro nome falso: tomado como cobaia humana desde criança, seu nome verdadeiro jamais foi revelado).

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Juntas Soltas: RotF Superion Maximus

Antes de abordar a versão de Combiner Wars do guerreiro aéreo dos Autobots, eu gostaria de dar uma olhada em outra tentativa de atualizar alguns dos combiners clássicos. Em 2004, durante Transformers Energon, a Hasbro e a Takara fizeram a primeira tentativa de atualizar o esquema de Scramble City: os Maximus - Constructicon Maximus, Bruticus Maximus e Superion Maximus.

O esquema era o mesmo das velhas equipes especiais: um robô maior servindo de tronco e quatro menores como os membros. Onde Combiner Wars usa um voyager e quatro deluxes, Energon usava um deluxe e quatro scouts. Limitações de orçamento forçaram as empresas a decidir entre duas equipes com cinco moldes únicos cada, ou três com três moldes únicos - opção tomada, para aumentar o número final de combiners. No lugar das peças servindo como mãos e como pés que vinham com os combiners de G1, os Maximus usavam suas armas de energon como mãos e pés "improvisados".

Em 2009, como parte das linhas Universe e Revenge of the Fallen, duas das equipes de Energon foram relançadas com esquemas de cor novos, representando simultaneamente uma atualização dos personagens de Geração 1 e suas versões cinematográficas: Bruticus Maximus e nosso tópico do ia, Superion Maximus. Vamos?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Os seis melhores (e os seis piores) episódios de Buffy

Ah, Buffy: a Caça Vampiros. Se há uma série que definiu a virada dos anos 90 para os anos 00, definitivamente foi o misto de novela adolescente com série de terror de Joss Whedon. Com inúmeras tentativas de copiá-la (sem sucesso), Buffy é definitvamente um clássico da “fantasia urbana” para a televisão.
Em seus sete anos, Buffy explorou os temas mais diversos, com uma humanidade e um realismo que a maioria das obras do gênero ainda carece. Sua força não estava na pancadaria ou nos monstros, mas em personagens fortes e bem desenvolvidos (e bem atuados, uma raridade para uma série adolescente).


Mas como toda boa série, ela não é sem seus tropeços. Nem sempre as coisas sairam bem como queriam, e para cada episódio que se destacou pela sua qualidade, tem algum outro que se destacou pela falta do mesmo. Então para sua apreciação, eis aqui os (na minha opinião) seis melhores e os seis piores episódios de Buffy: A Caça Vampiros





Os Melhores:


6 Band Candy (S03 e06)




A terceira temporada de Buffy é de longe a que mais tem bons episódios, e Band Candy, de Jane Espenson, é um deles. Para financiar os novos uniformes da banda da escola, os alunos de Sunnydale High precisam vender chocolates - chocolates que fazem os adultos da cidade agirem como adolescentes! Enquanto isso, o prefeito Wilkinson se prepara para fazer uma oferenda de bebês para um demônio local. O destaque vai para a ótima dinâmica entre Giles e Joyce, levando a ações chocantes que serviriam como uma piada ótima em outro episódio.


5 Lover's Walk (s03 e08)




As coisas não andam bem entre os Scoobies: Willow e Xander não conseguem manter suas mãos longe um do outro, Buffy e Angel sofrem para fingir para si mesmos que são só amigos, e no meio disso tudo, Spike volta a Sunnydale, buscando um feitiço do amor depois de ser despejado por Drusilla. Com um humor mordaz, o roteiro de Dan Vebber explora ao máximo as tensões amorosas que se acumulavam na série, sem perder a chance de piadas com outros assuntos (incluindo a hilária cena de Spike chorando as pitangas tomando chá com a mãe de Buffy).


4 Hush (s04 e10)




Como um todo, a quarta temporada de Buffy foi tranquilamente a pior. E talvez por isso seu décimo episódio, Hush, de Joss Whedon, se destaque tanto. Sem aviso, a cidade inteira de Sunnydale perde a voz. No silêncio, misteriosos "cavalheiros"  sorridentes (liderados por Doug Jones) arrancam o coração de suas vítimas - e nada pode detê-los. Combinando doses iguais de horror e comédia, Hush é Buffy em seu auge - curiosamente compondo a temporada em que a série estava no fundo do poço. Com os monstros mais assustadores da série e um dos melhores momentos cômicos, não poderia estar fora desta lista.


3 The Zeppo (s03 e13)

A tentativa de parecer legal de Xander ainda assim faz ele parecer
um imbecil. Só dizendo. 


Mais um episódio da terceira temporada, escrito por Dan Vebber e dirigido por James Whitmore Jr. Após ser um peso morto em mais uma batalha contra demônios, Xander se sente um peso morto - não ajuda que nem Cordelia vê qualquer serventia para ele no grupo. Pouco imagina ele que sua tentativa de parecer "legal" terminará em salvar a escola de uma gangue de jocks zumbis, transar com Faith, e acidentalmente salvar o mundo de mais uma tentativa de abrir a boca do inferno - sem que nenhum de seus amigos saiba disso. The Zeppo consegue fazer graça com a situação incomum de Xander sem fazer dele uma piada (por mais que o personagem mereça), gerando comédia sem quebrar a tensão normal da série.


2 The Body (s05 e16) e Forever (s05 e17)




Postos juntos por sua ligação intrínseca, a dupla de episódios dramáticos da quinta temporada começa com a súbita morte de Joyce Summers em "The Body", escrito e dirigido por Joss Whedon. Lento, metódico e silencioso, o episódio é um ensaio sobre a perda, abdicando da ação e dos elementos sobrenaturais em prol de um drama tão demasiadamente humano: a perda. Sua sequência, "Forever", de Marti Noxon, volta às raízes sobrenaturais da série para focar em uma tentativa trágica de trazer Joyce de volta à vida, culminando em um momento de fragilidade de Buffy que inverte a relação entre ela e a irmã mantida ao longo do episódio.  The Body também contou com o primeiro beijo lésbico na TV aberta nos EUA, entre Willow e Tara - em um momento sincero e natural, sem alarde, como muitas das cenas do episódio.



1 Once more, with feeling (s06 e07)




Apesar da miríade de bons episódios de Buffy e da fraqueza geral da sexta temporada, só um episódio poderia estar no topo desta lista: o episódio musical de Buffy. Algumas outras séries de TV tiveram episódios similares (como Scrubs, por exemplo). Mas enquanto nestas o musical era só um episódio “de zoeira”, "Once more, with feeling", escrito e dirigido por Joss Whedon, é um ponto chave do arco dramático da temporada. Com a bombástica revelação de que a caça-vampiros foi retirada do paraíso, atuações fortes e um olhar intenso em sentimentos velados (que virão a tona em episódios futuros), esse é tranquilamente o melhor episódio da série.


As performances musicais excelentes (particularmente "Under your spell", por Amber Benson, e "Standing", por Anthony Head) impedem que esse episódio sofra com um problema comum de episódios musicais: transformar as musicas em tortura para os ouvidos do público. Parte do elenco tem experiência com música - e justamente essa parte recebe a maior parte do trabalho.



Não que o resto das performances não sejam ótimas. 

Os piores



6 Ted (S02 e11)





Buffy estava tendo um bom dia, finalmente podendo relaxar após a aparente morte de Spike e Drusilla. Mas nada poderia prepará-la para o novo namorado de sua mãe, Ted (John Ritter), que rapidamente conquista os corações de seus amigos. Convencida de que há algo de suspeito com o simpático e amigável vendedor  e seus estranhos maneirismos dos anos 50, sua cordialidade sem fim e suas tentativas de ser "um novo pai" para ela. Estaria Buffy agindo como uma adolescente normal, ou teria algo sinistro acontecendo? Com uma premissa excelente, o episódio escrito por David Greenwalt e Joss Whedon entra para essa lista por uma total falta de tensão: ao mesmo tempo que o episódio quer que suspeitemos das opiniões de Buffy, ele deixa claro que sim, Ted é mal - e nisso, qualquer tensão dramática passa a ser só o tédio até a conclusão quase previsível. O único episódio nessa lista que entra nela por ser TEDIOSO, ao invés de HORRÍVEL.


5 Living Conditions (s04 e02)






Um dos problemas maiores da quarta temporada de Buffy foi a dificuldade dos roteiristas de encontrar o tom certo ao sair do ambiente escolar rumo à faculdade. Ironicamente, poucos episódios sofrem tanto com isso quanto "Living Conditions", que trata justamente dessa transição. Na trama de Marti Noxon, Buffy sofre para conviver com a colega de quarto Kathy (Dagney Kerr, em uma atuação surpreendentemente boa para um episódio tão fraco). Quando não é tedioso, o episódio é tão irritante quanto sua estrela; seu twist pode ser visto de quilômetros de distância, e suas tentativas de humor fracassam miseravelmente.


4 Gingerbread (s03 e11)






O fato da terceira temporada ter o maior número de episódios bons não a torna imune à bomba ocasional - e Gingerbread, de Jane Espenson, é uma bela bomba. Em sua patrulha noturna, Buffy e sua mãe encontram os corpos de duas crianças, com um símbolo místico em suas mãos. Enquanto a caça-vampiros investiga a origem do sinal, Joyce dá início à uma verdadeira caça às bruxas que ameaça consumir Sunnydale. O episódio desperdiça oportunidades para explorar a relação da cidade com o sobrenatural e depende de um caso imenso de segurar a bola de idiota por parte de todo mundo. A única coisa notável nele é a única aparição da mãe de Willow, Sheila, interpretada por Jordan Baker.



3 Where the Wild things are (s04 e18)



O episódio tem UMA cena boa, envolvendo os dotes
musicais de Anthony Head. Só. 



A quarta temporada de Buffy pode ser resumida em uma frase: oportunidades desperdiçadas. Where the Wild Things are, de Tracey Forbes, no entanto, vai além disso. Buffy e Riley matam alguns demônios... e vão transar. Os Scoobies vão para uma festa no dormitório de Riley.. e Riley e Buffy dão uma escapada para transar. O dormitório sofre com assombrações... e os dois transam mais, e mais e mais. Depois de um pouco de investigação e um misto de piadas ruins e tentativas de sustos fracassadas, os Scoobies descobrem que a pegação dos dois está causando a assombração - e quando eles cansarem de trepar, eles vão morrer. Um nome mais apropriado para o episódio seria "Where Buffy and Riley fuck". Mal escrito, tedioso e reciclando ideias do muito superior "I Only Have Eyes for You", ele vai além da ideia desperdiçada: é insultosamente ruim. .



2 I Robot... You, Jane (S01 e08)




Algumas vezes eu me pergunto como Buffy passou de sua primeira temporada. Escrito por Ashley Gable e Thomas A. Swyden, este episódio é um dos que levantam essa pergunta. Em uma trama que poderia ser escrita somente nos anos 80 - mas o foi em 1997! - , Willow acidentalmente solta um demônio na internet. Ao mesmo tempo, seus amigos se preocupam com seu relacionamento online com Malcolm - sem suspeitar que ele seja o demônio Moloch, que anseia por um corpo físico para com o qual tocá-la. Estúpido, desprovido de profundidade e impossível de engolir em sua época (quanto mais agora).


1 Beer Bad (s04 e05)




Um bartender do mal serve cerveja amaldiçoada para universitários pretensiosos, visando se vingar do tratamento que eles lhe dão. Contaminada pela cerveja maligna e magoada após ser sexualmente usada por Parker (Adam Kaufman), Buffy vira uma mulher das cavernas. Essa é a trama de Beer Bad, de Tracey Forbes. Dirigido por David Solomon, o episódio foi uma tentativa cínica de obter fundos federais para campanhas anti-drogas, forçando uma mensagem anti-drogas (que terminou mesclada à uma mensagem contra sexo casual). O ponto mais baixo da série, sem dúvidas.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Juntas Soltas: Combiner Wars Air Raid.



Bem, hora de fechar os integrantes dos Aerialbots, após muito atraso. Impulsivo e tempestuoso, mas ao mesmo tempo jovial e amigável, o destemido Air Raid é o membro mais "agressivo" da equipe aérea dos Autobots. Seu comportamento imprudente pode fazer com que pareça ser, como Blades dos Protectobots, um psicopata beligerante, louco para derramar o energon interno dos inimigos.

Mas não, onde outros buscam o calor da batalha pelo prazer do combate, Air Raid o faz em busca de diversão - da maior de todas: a de desviar do fogo inimigo e de ver a confusão em seus óticos ao serem surpreendidos.

Reengenhado a partir de Sky Dive, Air Raid tinha tudo para ser um repeteco - mas como veremos, não o foi...