Mostrando postagens com marcador Terrorismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terrorismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Gundam 00: o que uma série de robôs tem a nos falar sobre a guerra ao terror?

Os pilotos de 00: três grupos étnicos vitimados pelo terror.
Séries de robôs gigantes tem abordado uma gama diversa de gêneros desde que surgiram com Tetsujin-28 Go, em 1956. Já falei antes de como foram influenciadas pela literatura Graustarkiana, das ligações do gênero com o horror, e de sua forte conexão com literatura de guerra. Mas uma obra específica pode ter muito as nos dizer sobre um dilema contemporâneo: o terrorismo.  Falo de Mobile Suit Gundam 00, a 11ª série de TV da gigantesca franquia Gundam

Gundam sempre teve um elenco diverso, e 00 (apesar de todos os seus problemas em sua segunda temporada, que não tem a ver com representatividade, mas com coesão narrativa) não é exceção. Entre seus quatro personagens principais, temos dois dos grupos étnicos menos vistos em qualquer mídia: o curdo Soran Ebrahim (vulgo, Setsuna F. Seiei, um nome falso tão obviamente falso que viola várias regras de nomenclatura japonesa) e o cazaque Allelujah Haptism (outro nome falso: tomado como cobaia humana desde criança, seu nome verdadeiro jamais foi revelado).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ex-terrorista prega a paz em Graphic Novel da Indonésia

 Nasir Abas, um ex-militante Malaysiano da Al Qaeda, decidiu por sua história em quadrinhos na graphic novel "Kutemukan Makna Jihad"  (encontrei o sentido da Jihad, em uma tradução grosseira). A obra de 137 páginas mostra a vida de Abas desde a juventude em um colégio interno muçulmano até o trabalho atual como educador, passando pela guerrilha no Afeganistão nos anos 80 e o envolvimento com o grupo terrorista Jemaah Islamiyah, nos anos noventa.

Nasir começou a se distanciar do extremismo quando a JI passou a atacar alvos civis no sudeste asiático, para impor um estado islâmico. Embora não tivesse participado da ação, homens treinados por ele mataram mais de 200 pessoas em uma série de ataques a casas noturnas em Bali em 2002 - caso que levou a sua prisão em 2003, e posterior defecção do grupo, ajudando autoridades da Indonésia a capturar outras lideranças da JI no pais, o que lhe rendeu ameaças de vários grupos extremistas.

Com "Kutemukan...", Nasir quer fazer de sua história um exemplo. "quero que as crianças aprendam com a minha história", disse a Associated Press "Não quero que repitam o mesmo erro". Agora é esperar para ver se alguma editora se interessa em publicar a história de Nasir Abas aqui no Brasil - e quem sabe sua história ajude a quebrar o mito duplo de que "todo muçulmano é terrorista", tão repetido pela direita, e "terroristas islâmicos só querem combater o imperialismo americano", que muito surge no subtexto de nacionalistas e anti americanos de ambos os lados do discurso.


Com informações da Associated Press